Reflexão - Escrito por Ruben Holdorf em agosto 13, 2007 11:24 - 0 Comentários Mande a matéria para alguém Mande a matéria para alguém

Bíblia desmascara falsos cristos

Torna-se cada vez mais visível o esfacelamento da ordem social. O aumento da violência nas grandes cidades e no campo deixa um rastro de insegurança. Influenciados pelas tendências culturais e exigências da vida moderna, a pressão exercida sobre a família também a dilacera. Nada disso chegou a ser olvidado por Jesus aos discípulos. Explicando os [...]

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Torna-se cada vez mais visível o esfacelamento da ordem social. O aumento da violência nas grandes cidades e no campo deixa um rastro de insegurança. Influenciados pelas tendências culturais e exigências da vida moderna, a pressão exercida sobre a família também a dilacera. Nada disso chegou a ser olvidado por Jesus aos discípulos. Explicando os dias de atribulação, Ele citou a morte dos cristãos, pois “serão odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros”. (Mateus 24: 9 e 10)

Poucos podem imaginar o significado prático da traição. Pessoas denominadas cristãs traindo seus pares, irmãos na fé, irmãos por parentesco. Tal possibilidade é inconcebível na mente humana. Entretanto, desconhece-se a extensão das raízes do pecado. Novamente a História registrou como testemunha fiel essa deturpação da natureza planejada por Deus.

Quando os romanos dominavam o mundo dito como civilizado, durante as perseguições movidas pelos imperadores contra os cristãos, milhares destes, talvez milhões, foram vítimas da traição. “Porque, daqui em diante, estarão divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora e nora contra sogra” (Lucas 12: 52 e 53), esclareceu Jesus.

AquEle que domina o Universo, conhece o futuro, esquadrinha a consciência, com pesar, apresentou esse triste e sombrio relatório. Incentivada pelo inimigo de Deus, a maldade humana não respeitou limites de ação. Lembre-se dos valdenses, cristãos da região alpina, fronteira entre a França, Itália e Suíça. Habitando vales quase inacessíveis, mantinham íntima comunhão com o Criador da Terra. Contudo, sua vida de zelo, honestidade, pureza, amor e compaixão, incomodava aos cruéis governantes e líderes religiosos da época. Num período de 800 anos os valdenses sofreram as mais atrozes e injustas perseguições. Apegando-se às promessas de Jesus, “bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:10), exercitavam sua fé no Salvador e Protetor.

Falta amor

No decorrer de Sua curta passagem entre os homens, Jesus forneceu a solução para todos os males. O amor completa vazios existenciais, acrescenta vida aos quebrantados. “Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei” (João 15:12), é o medicamento dEle.

O apóstolo Paulo de Tarso tivera uma ficha corrida de perseguição aos cristãos antes de se converter. Inspirado pelo Espírito Santo, em suas cartas, teceu diversos comentários sobre o amor, a chave de segurança em Cristo. “Longe de vós, toda amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4: 31 e 32), orientou Paulo.

Em outro momento, o apóstolo apresentou três características do cristão, enaltecendo uma delas acima de qualquer palavra: o amor (I Coríntios 13:13). Ele simplesmente exaltou a máxima de Jesus de amor a Deus, ao próximo e a si mesmo (Lucas 10:27).

Faltou amor ao rei Henrique IV, da França, que, sendo protestante, preferiu o trono a salvar seus irmãos do massacre na inesquecível noite de São Bartolomeu, em 31 de agosto de 1572. Faltou amor aos cristãos ruandeses quando perpetraram um dos maiores genocídios da História, na década passada. Falta amor quando o pastor abandona os membros da comunidade religiosa em troca das regalias e prazeres materiais. Falta amor quando os pais acham ser responsabilidade da escola e da Igreja educar seus filhos. Falta amor quando os professores tratam os alunos como clientes, mercadorias e não como seres humanos, carentes da misericórdia divina. Falta amor quando políticos aprovam leis injustas. Falta amor quando você maltrata seu próprio corpo.

Apesar dos aspectos nebulosos de um mundo de incertezas, Jesus consola aqueles que padecem das seqüelas do pecado, prometendo salvação aos perseverantes (Mateus 24:13).

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