Reflexão - Escrito por Rodrigo Galiza em junho 24, 2008 19:46 - 3 Comentários
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Estava caminhando e pensando na vida, coisa rara hoje em dia, quando o diretor da faculdade em que estudo me perguntou: Como vai você? Assim como foi rápida sua pergunta foi também seu passo. Ele passou tão rápido que nem deu tempo de responder. Isso é tão comum, mas tão drástico. Muitos vivem ocupados demais [...]
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Estava caminhando e pensando na vida, coisa rara hoje em dia, quando o diretor da faculdade em que estudo me perguntou: Como vai você? Assim como foi rápida sua pergunta foi também seu passo. Ele passou tão rápido que nem deu tempo de responder. Isso é tão comum, mas tão drástico. Muitos vivem ocupados demais para escutar a resposta dessa pergunta tão freqüente. Talvez a pergunta mais feita todos os dias. E possivelmente a menos respondida.
Entramos no século XXI com mais tempo livre e ao mesmo tempo mais ocupados. Esse é apenas um dos paradoxos da nossa sociedade confusa. Contrastes como a comunicação via internet. Nunca se teve tantos amigos. A lista do Orkut é de 500, 700, 1000 “amigos”. E paralelamente a solidão é maior, comparado com anos atrás. Os depressivos e suicidas enchem os consultórios de psicologia e igrejas. Todos atrás de remédios rápidos para suas crises existenciais. Pois à medida que o tempo de trabalho diminuiu com a tecnologia, a distância com os outros aumentou.
Lembrei que nas últimas semanas a população parisiense saiu às ruas para protestar contra o aumento da jornada de trabalho. Eles queriam um pouco mais de tempo “livre”. Queriam viver mais. O governo não aceitou o protesto e manteve o aumento. Enquanto que na França a média era de 35 horas semanais, no Brasil a jornada média de trabalho é de 44 horas. Mas é de se questionar o que eles fariam com esse tempo livre?
Será que eles passariam mais tempo com a família? Ou se divertindo com os amigos? Acho que não. Na época das fábricas da revolução industrial, o trabalho ocupava cerca de quinze horas do dia. Hoje tem gente que trabalha sem sair de casa. As pessoas hoje dão mais valor as embalagens que ao conteúdo. As lan houses e academias enchem e os centros de ensino e confraternização se esvaziam. É melhor investir em relacionamentos virtuais que reais.
Não condeno o meu diretor, mas sua atitude me fez refletir. Será que ele teria tempo para escutar meus problemas? Ou será que temos tempo de responder um simples “como vai você?” Acho que não. Mas se não temos por que perguntamos? Fazemos porque é educado. É reação convencionada, rápida e sem reflexão. E a resposta? “Tudo bem.” Todo mundo responde assim. Só para não deixar em branco. Isso revela quais relacionamentos estamos criando.
Um simples “como vai você?” diz muita coisa. Mostra que tipo de vida uma pessoa leva. Se pararmos para responder e valorizar as pessoas, teremos uma sociedade bem diferente. Realmente, o poeta estava certo. “Não deixe tanta vida pra depois, eu só preciso saber, como vai você”.
Rodrigo Galiza
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José Pires
Thiago D. Crinchev
“O trabalho começou a ser considerado algo penoso para o homem, desde que no Éden, nossos pais se rebelaram contra O Criador e, expulsos do Paraíso começaram a conquistar o pão com o suor do rosto (Gênesis 3:19).”
“…Pode-se dizer que a humanidade perdera um dos maiores atrativos naturais que o planeta terra pode oferecer um dia, porém, o homem movido de Esperança em busca de algo a mais, fora envolvido em tarefas na qual lhe permitiu conquistar grandes vitórias mas, por outro lado trouxe-lhe cansaço, fadiga, tensões e tantas outras conseqüências devido ao seu comprometimento com o trabalho.”
Essas palavras foram escritas em cumprimento de um conteúdo programático dentro do curso de extensão realizado a algum tempo atrás, dentro da área de Turismo e Lazer. Mas tem despertado muito minha mente, motivo esse que encontrei nessa apresentação muito interessante e acima de tudo, profundamente realista.
Estamos sendo escravisados, dominados, amarrados, dopados, anestesiados, manipulados..etc..etc..etc.. por tudo que o mundo ofere. Erramos profundamente! É hora de despertar, ganhar forças para o que realmente é importante nessa vida, que é o Relacionamento Real!
Incrível como essa realidade é verdadeira, inclusive até detectada por nós, mas ainda assim praticada. Não dá tempo nem de reoganizar a agenda e incluir horas de descanso e reflexão. O resultado disso é o que me assusta, e os próprios números comprovam. Minha esperança é que um dia não exista mais o tic-tac, tic-tac… Mas enfim, como está você Galiza?
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obrigada....
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Estamos todos ligados no “automático”, precisamos urgente de uma desautomação; não somos máquinas, precisamos voltar a ser humanos.